quarta-feira, março 25, 2009

Mais Castigos e Ralhetes

O Gil começa a entrar numa fase complicada.
Está na altura em que nos vemos obrigados a fazer braço de ferro com ele. Em que ele se acha dono do seu nariz e em que acha que nada nem ninguém o pode controlar. Há que impor limites e respeito.
Ontem no meio de disparates sem fim, dei-lhe uma palmada no rabo (na fralda) e ele ria-se. Voltei a dar-lhe outra e ele ria-se. Quanto mais zangada eu ficava, mais ele ria. Um riso de gozo, que chegava mesmo a ser forçado, pois tratava-se antes de tudo, um desafio à minha autoridade.
Apaguei a televisão na sala (que estava a passar um dos seus dvd's musicais) e disse-lhe que a brincadeira tinha acabado que íamos imediatamente para o quarto e que ele ia para o banho e ia dormir.
Mostrei-me zangada e firme. Não resultou, chegou ao quarto mal viu o gato desatou a persegui-lo e a tentar atirar-lhe com tiudo o que apanhava. Passei-me. Peguei nele e disse-lhe "agora vais de castigo para o teu quarto, sozinho e sem direito a luz."
A técnica do quarto escuro é da idade da pedra e extremamente criticada por alguns psicólogos, mas estava sem saber a que mais recorrer! Usei-a e se precisar, vou voltar a usar, pois não sei que mais castigos lhe aplicar. Se ele fosse um miúdo que se entretivesse com qualquer coisa e se tivesse algo sem o qual não pudesse passar, mas não... ele não se entretém com nada e não lhe podemos dizer que não vê televisão como castigo, porque ele não liga a televisão, não lhe podemos dizer que ele não brinca com um determinado brinquedo, porque ele não tem nada favorito... realmente não sei mesmo que castigos mais lhe aplicar, não há nada que lhe possamos retirar que ele possa sentir a falta e que possa sentir como punição. É fácil dar estímulos positivos, mas os negativos nele não são assim tão fáceis.

Fechei-o no quarto e fui colocar água na banheira para lhe dar banho. Ficou lá 3 ou 4 minutos. O meu marido ía abrir a porta quando ele começou a choramingar, disse-lhe para esperar mais um pouco. Quando ele passou da expressão "mãe" para "mamã", aguardei mais uns segundos e entrei:
- Pedes desculpa à mamã, por te portares tão mal?
- Xim, decupa mamã...
- Se te voltas a portar mal ficas aqui fechado!
Quando saiu vinha mais calmo, mandei-o para cima da cama para o poder despir e ir para o banho. Mostrei-me ainda zangada e inflexível, mas ele olhava-me a desafiar e é tão dificil não desatar a rir com algumas expressões dele. Mas consegui não rir, enquanto que o pai escondia a cara nas almofadas e ria-se que nem um perdido, mas não deixando que o Gil se desse conta disso.

Bolas... Mas também ninguém disse que educar um filho era fácil, né?

7 comentários:

Sandra e Afonso disse...

Olá Lisa!
Isso é complicado... eu debato-me muitas vezes com o mesmo problema, porque não sei como impor a minha autoridade.
O que tem resultado lá por casa, é dizer-lhe que vou telefonar à Ama e que o vou levar lá. Ele apesar de gostar muito dela, é claro que prefere estar comigo e com o pai, e então recua um bocadinho nas asneiras.
Mas é por 5/10 minutos pois ele volta novamente à carga.
Às vezes também lhe digo que não o vou levar mais ao parque, e às vezes também resulta...
Não vale a pena insistir ou falar-lhe em brinquedos, pois ele tal como o Gil também não tem um preferido. Por isso prefiro falar-lhe no Parque, que sei que ele adora e na Ama, que também sei que ele não quer ir quando está connosco.
Nem sempre resulta é certo e por vezes é preciso ter-se uma dose grande de paciência.
Beijinhos para ti Lisa!

Sandra e Afonso
www.bebeafonsinho.blogspot.com

Sandra e Dinis disse...

oLha Lisa,
o procedimento que fizeste está muito bem empregue!
Vi num programa inglês uma psicologa infantil a fazer isso para colocar de castigo as crianças. Mas a regra dos minutos está nos anos, se tem 2, são 2 minutos, se tiver 3, saõ 3 minutos ...
Não podemos é ceder e temos que lhe explicar que não se deve fazer asneiras senão vai outra vez para o castigo! Não podes é ceder!
Vais ver que ele entende muito bem e as birras vão-se tornar menos frequentes.

Bjs

Pipoquita disse...

Como eu te compreendo!
Cá por casa andamos no mesmo!
As palmadas não resultam, ri-se ou simplesmente não liga!
Eu dizer para não mexer é igual ao litro, simplesmente ignora!
Às vezes desespero e não sei como fazê-la entender as coisas...
Educar uma criança não é tarefa fácil, não!
Mas temos de ir por tentativas, a ver se descobrimos o que funciona.
A Bia também não liga muito a uma determinada coisa para eu poder alegar que a tiro se ela se portar mal!
Pode ser que consigamos levar a nossa avante!
Beijinhos!!!

Ana Santos disse...

Já cheguei a usar algo parecido.
Fechar num quarto sem luz, resultava logo. Claro que era só uns segundos.
Os 2 anos são difíceis, aos 3 começam a acalmar.
Beijinhos,
Ana e seus tesourinhos

Moura ao Luar disse...

Aaiaiai menina os miúdos agora nascem com um chip e são muito cheios de si e muito independentes... não te posso ajudar porque não tenho babies mas olha vou-te tendo a ti como mentora para quando chegar a altura ;-)

Dinastia FilipiNHa disse...

Como te compreendo... AInda hoje mega birra para sair do parque e as palmadas foram igual a nada!

Esperemos que seja só uma fase... Tenho tantooo medo que ela fique uma mal educada :-(

Bjs solidários

Andreia, mamã do André disse...

Já reparei que todas temos o mesmo "problema". Temos que ter o pulso bem firme...mas realmente é dificil!

Beijinhos.